quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Doses de estoicismo

Por trás da timidez que paralisa, habita um medo profundo de não ser suficientemente boa aos olhos dos outros, e, o mais cruel, aos próprios olhos. Quando era mais nova, lembro de ter conflitos internos sofríveis, desencadeados por um perfeccionismo delirante que transformava minha existência no centro do mundo, como se todos estivessem analisando cada palavra que saia da minha boca, cada passo que dava.

Quanta bobagem! Hoje, não me levo tão a sério. Ás vezes, "a gente sofre mais na imaginação do que na realidade”. 

Nos momentos que percebo uma confusão existencial, bate uma certa insegurança e vem a sombra dessa autoimagem fragilizada. Mas rapidamente entendo que isso é falta de autoconhecimento. Certamente algo mudou e preciso recalcular minha rota. Para isso, tenho um pequeno caderno onde anoto alguns mantras que me ajudam a ter uma vida mais consciente, e, portanto, mais feliz. 

Segue abaixo alguns deles: 

- Veja as coisas como são 
- Aceite tudo que acontece ( principalmente aquelas que fogem ao seu controle) 
- Tenha propósitos claros 
- Viva o presente 
- Atenha-se ao essencial 
- Seja sincera 
- Ame o próximo 
- Seja justa 
- Preserve o seu espírito 
- Não permita que o comportamento alheio determine o seu 
- Não tema a morte, mas lembre-se dela as fazer escolhas 
- Jamais associar minha existência como mulher a uma vida de mártire 


Tomar posse da própria existência, ter auto-responsabilização são valores essenciais para mim. 

"Quando a morte bater em minha porta e disser 'vamos', eu responderei:  'Vamos. Eu dei o meu melhor'"

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